segunda-feira, janeiro 22, 2007

Xkéban y Utz-colel -Lenda Maia, por Marta Escudero




Marta Escudero é uma contadora mexicana do universo do feminino: de alcova, humilhações, diários, suspiros, trabalho. Conta histórias de "buenas mujeres de moral distraída"- Las Ruleteras. Este era o nome que na Cidade do México se dava aos táxis e que por expansão de significado se começou a dar também às prostitutas, mulheres que são “poco respetuosas con las buenas costumbres y tienen tendencia a un amplio intercambio carnal”.
Las Ruleteras é um espectáculo de contos com reportório de contos muito variado de: Isabel Allende "Hermelinda", Gabriel García Márquez "la increible historia de la cândida Erendira y de su abuela desalmada", Francisco Rojas González "Las Rojas Goméz", ou enraizados na tradição oral mais ancestral como o conto que ouvimos.
A música de Pep Lladó ambienta e enfatiza os momentos da narração.
Espero que gostem!

7 comentários:

tânia disse...

bom, queria pôr outro conto mas isto do youtube, tem as suas limitações e n dava para mais de 10 minutos; a maioria são 13/14 minutos :(... fica uma amostra

acto-reflexo disse...

a propósito deste conto agora ando numa de curtir contos orientais sobre raposas. a ideia de base é esta: a astuta mas bondosa raposa transforma-se em mulher e seduz o caponez pobrezinho e estúpido, mas supostamente de bom coração. até que ele um dia percebe que a sua devota esposa é uma raposa (ora porque lhe vê a cauda - o que deixa lugar para dúvidas sobre os encantos da vida sexual proporcionada pela mulher-raposa; ou de outra maneira qualquer) e expulsa-a por o ter enganado relativamente ao seu passado / verdadeira natureza. a raposa volta para a floresta e lixa-se toda porque sofre de amor de perdição pelo camponez estúpido e o camponez acaba por se arrepender e vai à floresta em busca da raposa. mas não é a raposa que encontra, mas a sua mulher nua morta de fome e de frio. fim
depois há umas variações sobre o tema, tornando geralmente mais dramática as circunstâncias da morte da raposa e a sua transformação definitiva em mulher.

wal disse...

como é linda esta arte de contar história...também a vivencio a varios anos.E a cada ano que passa sinto que há ainda muitas e muitas histórias para contar, afinal de contas trabalhamos com essências a mais pura do ser humano, e só as histórias são capazes de encontra-lás..
parabéns pelo belo trabalho

tânia disse...

Olá Wal! Que bom conhecer outra colega!! E tão empenhada, hã? Agora vou espreitar sempre o teu blog.
Um abraço contista e obrigada :)

tânia disse...

O conto da raposa/mulher é muito giro, sobretudo contado por ti :P
Lembra uma série de outros contos da nossa tradição com o tema do "noivo-animal". Nos contos que eu conheço,concluída a fase de aproximação do par (diria Fossey), existe uma última fase (e decisiva)da conquista: a metamorfose (diria Kafka). E então todos os defeitos desaparecem depois do desgraçado (neste caso -a-) sofrer por amor (diria Platão).
E já chega que senão os leitores apanham uma seca do carago! (digo eu)

sofia disse...

Obrigada Tânia! Que bom foi ouvir de novo esta voz! Anda lá à tertúlia! Bjñs insistentes Sfaia

tânia disse...

:D Sfaia, Sfaia, quanto à tertúlia: muito trabalhito, sorry,estes cubanos são muito complicados! Não falho a próxima, beijinhos!