quarta-feira, dezembro 27, 2006

Fim do Ano

E no final do ano a bordadeira pousou o seu dedal, a agulha, a cesta das linhas e pensou, olhando a sua obra imperfeita: " Tão belo este esqueleto." E abraçados, saíram a rodopiar pela sala.

LA LOBA
Diz-se que num lugar escondido vive uma velha, velha, velha que todos a conhecem, mas poucos a viram.

Uns dizem que a viram no deserto de Atacama, outros dizem que a viram numa floresta sombria com galhos de lenha de estranhos formatos às costas, outros dizem estava junto ao mar, outros dizem que estava na estrada de El Paso e que os homens solitários lhe davam boleia.
Por isso chamam-lhe muitos nomes: La Huesera, La Trapera ou La Loba.

É uma velha despenteada, de uma magreza feroz, calada. Raramente fala e evita as pessoas, só fala com os animais imitando as suas vozes. Apesar da sua idade, ela é capaz de caminhar durante horas em busca de ossos; é esse o único trabalho de La Loba.
Não julguem que é um trabalho vão! Ela sabe que precisa de apanhar aquilo que se poderia perder no mundo. E assim, vai enchendo a sua caverna de ossos de todos os tipos de criaturas: veado, cascavel, corvo.
Mas dizem que a sua especialidade é apanhar os ossos dos lobos.
Por eles, ela vai durante dias pelas montanhas e desfiladeiros, pelos leitos secos dos rios à procura dos ossos, e quando consegue juntar um esqueleto inteiro; quando o último ossinho está no lugar e a perfeita escultura branca está erguida à sua frente, ela senta-se perto da fogueira a pensar qual a canção que irá entoar.

Assim que se decide, La Loba levanta-se e aproxima-se do esqueleto, ergue os seus braços e começa a cantar.
E os ossos nus e brancos das costelas e das patas do lobo ficam forrados de carne.
E La Loba canta ligeiramente mais alto.
E o todo o corpo do lobo começa a cobrir-se de pêlos.
E La Loba canta mais.
E a criatura inspira a primeira golfada de ar.
E La Loba não pára de cantar, com tanta intensidade que o chão estremece, o lobo abre os olhos, dá um salto e vai a correr pelo desfiladeiro.

Diz-se que num momento desta corrida, não se sabe se pela velocidade, se pelo salpico de água quando atravessou o rio, se pelo bater do raio de Sol ou da Lua no seu pêlo, o lobo de repente é transformado numa mulher que ri e corre pela floresta.
Por isso, se um dia estiverem perdidos na floresta, no deserto, na estrada ou na vida pode ser que La Loba vos ensine o caminho.

Mito da Mulher Selvagem,
recolhido por Clarissa Pinkola Estés
nas zonas fronteiriças entre E.U.A. e México

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Eu tenho um anjo


Podia ser uma letra de António Variações, mas não é. Podia ser uma aporia destas divindades... também não. É só um testemunho da minha excessiva propriedade terrena.

Recebi este lindo anjo num jantar de Natal, entoava cânticos ao som de harpas divinas parrampampampam (o anjo, não eu, embora vos fosse legítimo esse juízo de valor).
Ó Glória a Deus nas alturas! Ele tinha uma estrela, ele tinha uma vela que iluminava a ascese dos espíritos nesta época de renovação parrampampampam. E naquele limbo de travessas de bacalhau, garrafas e papéis de prendas onde eu via desfilar qualidades e bondade entre os homens de boa-vontade, atraiçoei o meu anjo.
Exibi-o desbragadamente a todas as pessoas, acendi-lhe a vela e tratei-o como se fosse a Estátua da Liberdade, brinquei com ele:
“E agora o Show dos Marretas”… parrampampampam.
Cheguei finalmente a casa, exausta de tanto contacto humano; ia ficar a sós com o meu anjo, uff! Abro a porta do carro para tirar pasta, sacos, tralhas e … parrampampampam, o meu anjo atira-se fulminante e depressivamente do estofo do carro para o asfalto duro, sujo e frio. Desconhecia que os anjos podiam ter tendências suicidas. Será que todos os suicidas são anjos que não suportaram a humanidade?
Apanhei-o com cuidado, recolhi a asa esfacelada, a sua mão amputada e subi as escadas pesarosamente:
“Onde estão os anjos da guarda dos anjos?”
Eu continuo a ter orgulho no meu anjo. É um anjo maneta e aseta, mas tem muita paciência…

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Carta Desesperada ao Pai Natal


Querido Pai Natal,

(sou bastante conservadora e não vou mudar a forma de tratamento só porque estou à beira de um ataque de nervos, não concordam?
Não é por estar a flipar com o Natal e os ensaios dos teatros para o Natal, e as sessões de contos de Natal em catadupa, que me vou pôr a espumar para cima do monitor e escrever "yo broda, tás aqui dentro, topas?! Fazes aí um favorzinho?". Na! Sou uma pessoa bastante controlada e estável.)


Preciso muito de alguns presentes para já, antes da noite de 24 de Dezembro, por favor!
Eu sei que já estavas contente comigo, já não me vias nisto há muito tempo… não sei o que aconteceu… as companhias, talvez...
Só alguns, vá lá… é pouquinho… depois nunca mais peço nada, nunca mais quero esta vida, juro! Vou largar isto de vez!
Epá… eu ficava mesmo bem (pelo menos por hoje) -e juro por tudo- que nunca mais me afundava neste vício, se me orientasses aí umas cenas… tipo:

- Férias de Natal; apesar de adorar estar com os miúdos já estou cansada de lhes dizer: “ Não, os Reis Magos não comiam pouco. Vou contar o que quer dizer "Mago" e porque é que lhes chamaram assim…”

- Reconhecimento da identidade cultural. Se alguns professores, compreendessem que a ética, os valores, a humanidade não se ensina nos livros, não se aprende em histórias vazias de sentido. Aprende-se com outros afectos, e outras histórias passadas com paixão. Para isso, nada melhor do que o nosso património literário oral.

P.S.- Se não trouxeres neste Natal, vou-te esperando, esperando, esperando… prometo que me porto bem.

domingo, dezembro 10, 2006

Porque hoje é Domingo.

Quando chega domingo,
faço tenção de todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida.

Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar...
E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»...
Mas uma maioria sai para as ruas pedindo,
pois nesse dia
aqueles que passeiam com a mulher e os filhos
são mais generosos.

Um rapaz que era pintor
não disse nada a ninguém
e escolheu o domingo para se matar.
Ainda hoje a família e os amigos
andam pensando porque seria.
Só não relacionam que se matou num domingo!

Mariazinha Santos
(aquela que um dia se quis entregar,
que era o que a família desejava,
para que o seu futuro ficasse resolvido),
Mariazinha Santos
quando chega domingo,
vai com uma amiga para o cinema.
Deixa que lhe apalpem as coxas
e abafa os suspiros mordendo um lencinho que sua mãe lhe bordou,
quando ela era ainda muito menina...

Para eu contar isto
é que conheço todas as horas que fazem um dia de domingo!
À hora negra das noites frias e longas
sei duma hora numa escada
onde uma velha põe sua neta
e vem sorrir aos homens que passam!
E a costureirinha mais honesta que eu namorei
vendeu a virgindade num domingo
— Porque é o dia em que estão fechadas as casas de penhores!
Há mais amargura nisto
que em toda a História das Guerras.

Partindo deste principio,
que os economistas desconhecem ou fingem desconhecer,
eu podia destruir esta civilização capitalista, que inventou o domingo.

E esta era uma das coisas mais belas
que um homem podia fazer na vida!

Então,
todas as raparigas amariam no tempo próprio
e tudo seria natural
sem mendigos nas ruas nem casas de penhores...
Penso isto, e vou a grandes passadas...
E um domingo parei numa praça
e pus-me a gritar o que sentia.
mas todos acharam estranhos os meus modos
e estranha a minha voz...
Mariazinha Santos foi para o cinema
e outras menearam as ancas
-ao sol como num ritual consagrado a um deus! —
até chegar o homem bem-amado entre todos
com uma nota de cem na mão estendida...

Venha a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu fique rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras;
venha a ânsia do peito para os braços!

E vou a grandes passadas
como um louco maior que a sua loucura...
O rapaz que era pintor
aconchegou-se sobre a linha férrea
para que a morte o desfigurasse
e o seu corpo anónimo fosse uma bandeira trágica
de revolta contra o mundo.
Mas como o rosto lhe estava intacto
vai a família ao necrotério e ficou aterrada!
Conheci-o numa noite de bebedeira
e acho tudo aquilo natural.

A costureirinha que eu namorei
deixava-se ir para as ruas escuras
sem nenhum receio.
Uma vez que chovia até entrámos numa escada.
Somente sequer um beijo trocámos...
E isto porque no momento próprio
olhava para mim com um propósito tão sereno
que eu, que dela só desejava o corpo bem feito
me punha a observar o outro aspecto do seu rosto,
que era aquela serenidade
de pessoa que tem a vida cheia e inteira.
No entanto, ela nunca pôs obstáculo
que nesse instante as minhas mãos segurassem as suas.
Hoje encontramo-nos aí pelos cafés...
(ela está sempre com sujeitos decentes)
e quando nos fitamos nos olhos.
bem lá no fundo dos olhos,
eu que sou homem nascido
para fazer as coisas mais heróicas da vida
viro a cabeça para o lado e digo:
— Rapaz, traz-me um café...

O meu amigo, que era pintor,
contou-me numa noite de bebedeira:
— Olha, quando chega domingo,
não há nada melhor que ir para o futebol...
E como os olhos se me enevoassem de água,
continuou com uma voz
que deve ser igual à que se ouve nos sonhos:
— .... no entanto, conheço um homem
que ia para a beira do rio
e passava um dia inteirinho de domingo
segurando uma cana donde caia um fio para a água...
... um dia pescou um peixe,
e nunca mais lá voltou...

O pior é pensar:
que hei-de fazer hoje, que toda a gente anda alegre
como se fosse uma festa?...
O rapaz que era pintor sabia uma ciência rara,
tão rara e certa e maravilhosa
que deslumbrado se matou.

Pago o café e saio a grandes passadas.
Hoje e depois e todos os dias que vierem,
amo a vida mais e mais
que aqueles que sabem que vão morrer amanhã!

Mariazinha Santos,
que vá para o cinema morder o lencinho que sua mãe lhe bordou...
E os senhores serenos, acompanhados da mulher e dos filhos,
que parem ao sol
e joguem um tostão na mão dos pedintes...
E a menina das horas longas e frias
continue pela mão de sua avó...
E tu, que só andas com cavalheiros decentes,
ó costureirinha honesta que eu namorei um dia,
fita-me bem no fundo dos olhos,
fita-me bem no fundo dos olhos!

Então,
virá a miséria maior que todas
secar o último restolho de moral que em mim resta;
e eu ficarei rude como o deserto
e agreste como o recorte das altas serras:
e virá a ânsia do peito para os braços!

Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!


Domingo, Manuel da Fonseca

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Contos... de Natal, está visto!

Nesta altura do ano tudo orbita em torno da celebração do aniversário do homem mais conhecido do mundo.
E vice-versa se considerarmos a crença na criação deste pelo Mesmo antes do Seu nascimento... hummm, complicado.
Bom, eu como boa católica já embarquei no espírito eufórico (e por vezes consumista) da quadra: já comprei os gorros psicadélicos: de Natal, para enterrar na cabeça dos familiares na noite de consoada, seleccionei as músicas: de Natal, e claro não podiam faltar os contos: de Natal.

Quem quiser espreitar umas sessões de Contos:

Dia 22 de Dezembro- Biblioteca Municipal de Ansião (a 30 Km de Coimbra, sentido Conímbriga IC3/sentido Tomar IC8)

Hora- 21h30m

Público- Misto ( Adultos e Crianças)

Bilheteira- Entrada Livre


Dia 23 de Dezembro- Livraria Salta- Folhinhas ( Rua António Patrício, Porto)

Hora- Maratona de Contos! É o dia todo com contadores de histórias e músicos!

Público- Infanto-juvenil... e adultos se não incomodarem muito :)

Bilheteira- Entrada Livre

domingo, dezembro 03, 2006

É fresca ou natural?- Parte I

Nestes últimos tempos, os meus dias têm tido pontos áureos intrigantes. Talvez por ter voltado à terra natal e ter encontrado aquilo a que chamam "rotina".
Um desses pontos é quando saio da escola, com os tímpanos a latejar ameaçadoramente, e me sento no café do costume, a enfrentar os berros do empregado atirados para trás do balcão: "Sai uma tosta-mista!"; "Olha o galão quentinho!".
Se não fosse o facto de ter estado com 20 crianças com falta de ritalina (ou de um padre) iria dizer que os pregões dão uma cor medieval ao estabelecimento com problemas de identidade geracional.
É um café cómico, lembro-me de em miúda ir lá e já aí tinha aquelas cadeiras em pele com encostos triangulares. Uma parede ainda tem a alcatifa "chique" desses maravilhosos anos 80 (e penso que as prateleiras com as garrafas de vinho do Porto e os chocolates também, a avaliar pelas caixas amareladas pelo sol). As casas de banho são a prova de que o Srº Carlos compactua em investigações com a N.A.S.A. ou entidades semelhantes. Autênticas cápsulas onde o Homem de 2006 é transportado para a década de 50, há quem diga que já sentiu fragrâncias de outros tempos...
E não é que gosto de lá ir? Começo sempre por beber uma Vidago, tenho esperança que o gás me faça arrotar as decepções do dia. Mas outro dia, o empregado novo armou-me uma cilada:
- Boa Tarde! Então o que vai ser?
- Uma Vidago, por favor. - disse eu a puxar de um cadernito e uma caneta, onde costumo escrever notas importantíssimas como esta que vocês estão a ler. E nesse momento, ele lança-me a pergunta que me revoltou, que me inspirou. Uma pergunta que me fez ponderar se realmente quereria aquela Vidago matreira ou prefereria conviver insuflada com as contrariedades do dia sem as arrotar.
A pergunta que esse agitador de mentes me fez foi:
- É fresca ou natural?
Compreendem agora os leitores o meu sentimento dúbio. Vacilei entre o espanto e a simulação, entre o deslumbramento e o cansaço, entre a indignação e a bazófia, entre o responder e o ficar calada. Respondi:
-Fresca.
Tal como optei por responder, optei por ficar espantada, deslumbrada e ainda indignada com aquela pergunta.
" É fresca ou natural?" Que raiva tinha eu daquele empregado de mesa! Para além de despejar cinzeiros, tirar finos e servir lanches com toda a paciência do mundo, ele ainda se revelava um óptimo Darwin, fantástico Poirot e um Freud razoável.
"Não sou fresca, sabe, mas nisso do Homem-Natural também não acredito."
E enquanto ia engendrando esta e outras respostas, bebia a água, comia o folhado, e os habitantes daquele planeta esquisito iam entrando e saindo. Como se não tivesse acontecido nada. Naquele café meio-clandestino, disfarçado de coisa velha e sem valor onde eu descobri de onde era não-natural.

domingo, novembro 26, 2006

e se...



O espectáculo " e se ..." (clown) de Pedro Correia será apresentado no Subscuta 2006 - Ciclos de Som e Observação.


A vida é um circo. Um palhaço que nasce para um novo mundo. A liberdade de conquistar. A simplicidade de existir. Estes são os fios condutores para o espectáculo "e se...".
A vida de um palhaço que nasce, depois de preso num espaço embrionário, para uma descoberta de um mundo misterioso e diferente, onde se pretende equilibrar marca a abertura da peça. O final esse depende do desenvolvimento resultante com a interacção com a assistência, convidada a participar activamente.
O espectáculo aborda diferentes linguagens: o movimento, o teatro, a música e as técnicas circenses.

CIDADE: Barcelos

LOCAL: Auditório da Biblioteca Municipal

DATA: 2006.12.22 (sexta feira)

HORA: 22Horas

BILHETEIRA: entrada livre.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Ateneu de Coimbra em Festa!!!




O Ateneu faz 66 anos e comemora o seu aniversário! Não esqueçam:

1-

Noite Etno-Urbana 24 Nov Ateneu de Coimbra 22h
Dois concertos excepcionais: A recriação de melodias antigas pelos Chuchurumel e a promissora sonoridade dos Quarto Minguante.

2-

Quinta de Contos 30 Nov Ateneu - Coimbra 22h
Mais uma noite de magia pelo poder das palavras.

3-

Noite Folk 1 Dez Ateneu - Coimbra 22h
Continua o aniversário do Ateneu. Desta vez os convidados musicais são os Rebimbo'malho, Banda Futrica e Diabo a Sete. Aceitam-se apostas se o chão do Ateneu resiste!

4-


Tradballs tour 7,8,9,10 Dez Leiria, Figueira da Foz, Coimbra, Aveiro 22h
Um fim de semana diabólico! Música dos fol&ar para que a melodia se entranhe. Dança por cada um e por todos os que se queiram misturar. Convidamos os músicos, arranjamos as chaves dos locais, agora só faltam dançar, dançar, dançar até ao entorse.Os detalhes vão surgindo.


5-

Agradecer ao André, esse grande Rodobalho, pela informação cedida :D

domingo, novembro 19, 2006

Mundogominola: entre a tinta e o papel

"Todos nós, os que contamos histórias, somos espiões, mirones. A vida é demasiado breve e não se pode viver o número suficiente de experiências: por isso é necessário roubá-las."

Estranha forma de vida, Enrique Villa-Matas


Entrem neste mundo feérico, só por um bocadinho. Vamos espiar as personagens de contos à socapa, e regozijarmo-nos com os desenhos que Cláudia, uma ilustradora de Madrid, nos convida a ver através da sua janela.






[...]Sin Embargo, en el frasco no ponía "veneno"; así que Alicia se atrevió a probarlo y, como tenía un sabor muy rico (de hecho sabía a una mezcla de tarta de cerezas, natillas, piña, pavo asado, caramelo y crujientes tostadas de pan con mantequilla) se lo bebió de un trago. [...]

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll




El viejo literato dijo a la muchacha que en el momento de morir él quería tener un último recuerdo de lujuria.

Ojos de aguja, Adolfo Bioy Casares



- Yo puedo ver en la oscuridad - se jactaba cierta vez Nasrudín en la casa de té.
- Si es así, ¿ por qué algunas noches lo hemos visto llevando una lámpara por las calles?
- Es sólo para que los otros no tropiecen conmigo.

Conto da tradição oral sufi

Salió por la puerta y de mi vida, llevándose con ella mi amor y su larga cabellera negra.

Guillermo Cabrera Infante




Al poco se presentó ante ellos un flautista taciturno, alto y desgarbado, a quien nadie había visto antes, y les dijo: "Esta noche no quedará ni un sólo ratón en Hamelín".
Dicho esto, comenzó a pasear por las calles y, mientras paseaba, tocaba con su flauta una maravillosa melodía que encantaba a los ratones, quienes saliendo de sus escondrijos seguían embelesados los pasos del flautista que tocaba incansable su flauta.

Recolha dos Irmãos Grimm







A L.K. después de aquello, le era difícil respirar. Le producía un extremo dolor soportar la existencia propia y la de los demás. Una terrible incógnita, el porqué de todo.
Así que sin tener la menor idea de qué hacer con su vida, cogió el primer tren para Dublín, buscó trabajo, conoció a una mujer, se casó y tuvo hijos.

Nota: todo lo demás, incluido ese dato, puede ser aleatorio, es decir, que bien puede el personaje coger un tren para Oslo, Londres, Barcelona, o no cogerlo. Y también puede no casarse. Es decir, todo es accidental y fortuito, menos el dolor y la angustia, que han de ser fijos.

Julia Otxoa









Escena en el infierno. Sacher-Masoch se acerca al marqués de Sade y, masoquísticamente, le ruega:-¡Pégame, pégame! ¡Pégame fuerte, que me gusta!
El marqués de Sade levanta el puño, va a pegarle, pero se contiene a tiempo y, con la boca y la mirada crueles, sadísticamente le dice:
-No.

Enrique Anderson Imbert
"Y fueron felices... y comieron perdices."

quarta-feira, novembro 15, 2006

Cuidado! Eles andam aí!




Atenção!
A Polícia de Segurança Pública alerta que os Contabandistas estão em cada esquina, à procura de ... um bom ouvinte de histórias.
Proteja-se e à sua família (se achar mesmo aconselhável).

segunda-feira, novembro 13, 2006

Livraria Infantil Salta-Folhinhas no Porto






Em Novembro aproveite bem a chuva e o frio... aqui fica uma sugestão:
No Porto, há a Livraria Salta Folhinhas especializada em Literatura Infanto-juvenil.

Para mais informações ou visitas:
Rua de António Patrício
4150, 098 Porto
telefone: 22 609 2214
mail: info@saltafolhinhas.pt

domingo, novembro 12, 2006

Quinta de Contos| 30 de Novembro| Ateneu de Coimbra| 22h


No dia 30 de Novembro vamos ter uma grande noite no Ateneu, com as Quintas de Contos da Camaleão.
No dia 1 de Dezembro teremos outra grande noite, com outra Sessão de Contos. Uma parceria com a Livraria Navio de Espelhos e o Teatro Aveirense proporcionar-nos-á no edifício do Teatro Aveirense e dentro da Programação do Festival Sons em Trânsito em Aveiro, este agradável momento.
É que Paula Carballeira traz no seu dizer ritmos e sons diferentes de terras além fronteiras e no coração a mesma paixão pelas histórias. E essa é a linguagem que importa.
Há fronteiras no coração? Então não faltem!

"Un sete de setembro chorei por primeira vez. Estaba nacendo.
Ata os 17 anos vivín en Maniños, no Concello de Fene, descubrindo e explorando unha certa inclinación a fabular outros mundos, preferentemente na literatura e no teatro.
Despois marchei a Santiago de Compostela, onde eu tiña pouco que chorar porque o ceo botaba bágoas a máis non poder. Alí seguín escribindo e disfrazándome en peles de personaxes que me ofrecían outras vidas, outras palabras. Ata hoxe. Pertenzo á compañía de teatro Berrobambán, vou contando contos polo mundo, e nunca mellor dito, pois grazas á antiga arte de contar historias teño participado en festivais de narración oral nacionais e internacionais, e levo publicado uns cantos libros.
Tendo en conta que xa plantei algunha que outra árbore, fáltame ter un fillo. Mentres, seguirei viaxando."

Paula Carballeira

Contamos com o Mundo!

segunda-feira, novembro 06, 2006

No dia de S. Martinho: lume, castanhas e vinho...

E como o cabrito e as castanhas já estão em Trás-os-Montes, nós levaremos os Contos.
No Sábado, não faltem!

sábado, novembro 04, 2006

Vá para fora... com contos!


Quer conhecer melhor a Península, mas é adicto dos contos da Camaleão no Ateneu de Coimbra e da Navio de Espelhos em Aveiro? Vive na Terra, mas a sua terra natal é a Lua? Não desespere, pois agora, há uma solução!
De Espanha, do nosso amigo e narrador de contos Carles Garcia Domingues chegam-nos estas notícias:
Não perca a oportunidade de num destes fins-de-semana prolongados conhecer O Café da Lua, Bréton de Los Herreros, Logroño.

Atrevo-me a uma pequena tradução:

"Como sempre, às Quintas-feiras, pelas 21,30 h. Neste primeiro ciclo de Inverno, da 14ª edição, temos os seguintes narradores:"

- Día 2 de noviembre. FRANCISCO LARREA (Larry). Logroño.

- Día 9 de noviembre. ALEKOS. Venezuela – Barcelona.

- Día 16 de noviembre. ITZIAR REKARTE. Vitoria – Gasteiz.

- Día 23 de noviembre. CAROLINA RUEDA. Colombia.

- Día 29 de noviembre. EDU. Logroño.

- Día 14 de diciembre. DAVID MURILLA. Cantabria.

"Ya sabéis, buenas palabras, buenas copas, buenos amigos…. ¿Qué más se puede pedir? Si, ya lo se, encontrar a la persona ideal para ese momento, pero eso es cosa de cada uno/a y de los cuentos que sepa contar. Os esperamos."

Vamos lá conversar sobre Russel Edson

Dali, Sonho causado pelo voo de uma abelha


Sleep

There was a man who didn't know how to sleep; nodding off every night into a drab, unprofessional sleep. Sleep that he'd grown so tired of sleeping.

He tried reading The Manual of Sleep, but it just put him to sleep. That same old sleep that he had grown so tired of sleeping . . .

He needed a sleeping master, who with a whip and a chair would discipline the night, and make him jump through hoops of gasolined fire. Someone who could make a tiger sit on a tiny pedestal and yawn . . .


Russel Edson


Dia 8 de Novembro 18h00 Café-Teatro do TAGV

Conversas sobre Russell Edson com Graça Capinha, Adriana Bebiano, José Geraldo e Luís Girão seguida da apresentação de:

Songs from the tunnel

programa de computador escrito por Luís Girão
sobre a composição musical de John Holland para 12 poemas de Russell Edson,
com interpretação de Ana Paula Almeida,
videografada e sonorizada por Luís Girão.

Organização Camaleão Associação Cultural.

Entrada livre.

quarta-feira, novembro 01, 2006

A Importância dos Contos de Fadas

Dia 4 de Novembro dá-se início a uma temporada de formação sobre... "A Importância dos Contos de Fadas" no Jardim Botânico de Lisboa.
Dinamizada pela Oficina Didáctica, esta iniciativa tem como formadores Ana Abreu-Educadora Waldorf; Michael Philip Motteram-Escultor e Mª Graça de Freitas Ferraz- Educadora (Trabalhos Manuais).


Querem espreitar para dentro de um conto de fadas? Leiam:

"Ogres, dragões, bruxas, encantamentos, anões e a fada princesa todos vivendo entre “Era uma vez…” e “…viveram felizes para sempre.”. É um tempo sem tempo, um espaço sem espaço: é a dimensão do imaginário.
A primeira coisa que sabemos acerca dos Contos de Fadas é a sua origem no início dos tempos. Tal como os mitos, são universais, com personagens e enredos semelhantes nas diferentes culturas. A criança identifica-se com os personagens, agora mais com um e mais tarde com outro. Os personagens têm determinadas tarefas ou provas para ultrapassar tal como a própria criança. Os contos tocam profundamente o mais íntimo da criança, contribuindo para o aumento da autoconfiançaà medida que vai crescendo para a vida.
Os contos, inicialmente com origem na tradição oral, ainda conservam hoje o maravilhoso poder da palavra e por isso contar um conto é tanto uma aventura para o narrador como para quem o escuta: dizer a palavra certa no momento exacto, é honrar um conto, é aprendê-lo e vivê-lo, evocando as suas imagens.

À medida que a criança vai escutando a história, ela tem total liberdade para ir construindo as suas próprias imagens, usando a sua imaginação para preencher todos os conteúdos. Este processo criativo é individual e é fundamental para a formação saudável e harmoniosa da criança. Aqui ela não está limitada às imagens estereotipadas tal como acontece num filme."

Para mais informações:

Oficina Didáctica - Educação e Saúde
Rua D. João V, 6 B (ao Rato) - 1250-090 LISBOA
Tel. / Fax 21 387 24 58
info@oficinadidactica.pt
www.oficinadidactica.pt

domingo, outubro 22, 2006

Quinta de Contos| Thomas Bakk| Dia 2 de Novembro| 22h no Ateneu de Coimbra


Thomas Bakk é o próximo convidado da Quinta de Contos da Camaleão. Sobre o contar histórias diz:

" Contamos histórias desde que nascemos, até ao momento em que morremos; desde o instante em que acordamos, até à hora de dormir. E quando sonhamos, continuamos a contar a nós próprios as histórias que queremos ouvir."

sábado, outubro 14, 2006

OOOOLLLHHHÁÁÁ CONTAR!!



E vocês a pensar: mas a gente já sabe que isto é um blog de contos! Mas é que a novidade é que agora vem aí uma REVISTA: a CONTAR.

Conta-se tudo sobre tradição oral, desde contos, contadores, como contar, onde assistir a sessões de contos, o que beber durante, etc.

Ah, pois é! A Camaleão e a Livraria Navio de Espelhos estão a preparar a surpresa desta estação.

No dia 30 de Novembro a revista é lançada na Quinta de Contos no Ateneu de Coimbra.
No dia 8 de Dezembro em Lisboa.

Por isso estejam atentos às livrarias mais próximas e alguns quiosques...

domingo, outubro 08, 2006

domingo, outubro 01, 2006

Nova Temporada de Quinta de Contos| Ateneu de Coimbra | 5 de Outubro | 22h


Octavio Paz y los poetas reivindican el sortilegio de la palabra, el amor a la palabra escuchada, el oir las voces del silencio, dice, "como dos experiencias que forman el nudo de que está hecha la convivencia humana: el decir y el escuchar".
Ana Pelegrín


Dia 5 de Outubro, a CAMALEÃO- Associação Cultural, reinicia as suas Quintas de Contos, no Ateneu de Coimbra, a inaugurar o "ano contístico" com a dupla : Luís Carmelo e Nuno Coelho, já conhecidos e amigos da casa.
Será uma noite onde dizer e escutar as palavras serão abraços, soluços, sorrisos, beijos e gargalhadas. Não faltem!
No dia seguinte, os dois contadores estarão em Aveiro, na Livraria Navio de Espelhos, onde poderão ouvir outros contos.

sábado, setembro 16, 2006

Programa do Palavras Andarilhas

Então o que é que vai ser? Uma açorda? Um queijinho antes? É melhor espreitarem a ementa primeiro para depois não terem uma indigestão.

Ora façam lá o favor:

PROGRAMA


DIA 21 DE SETEMBRO


09:00h- Entrega de pastas
10:00- Leitura a muitas vozes pelas entidades promotoras do encontro
11:00h- "Formação de Leitores" - Bartolomeu Campos Queirós
12:00h- "Retablillo de títeres y cuentos" - António Parrenho
15:30h- "O Narrador" - Maria Filomena Molder
16:30h- "Contares e Recontares" - Retrato de um contador de histórias por Nicolás Bona Ventura
18:00h- "O mundo através das Histórias" - estreia Ciclo de documentário
21:30h- Noite dos Andarilhos- Início da estafeta de contos- noite assegurada por 15 dos andarilhos que participam na estafeta (mediante inscrição prévia)
23:00h- "Às escuras"- pela Associação Artística Andante


DIA 22 DE SETEMBRO


10:00h- "... se não me falha a memória!" - Conversas à porta de casa com cantos, contos e poesia com narradores da tradição.
11:30h- " O fenómeno narrativo" - Do conto popular ao conto contemporâneo, Nuno Júdice


14:30h/17:30h - OFICINAS
18:30H- " Contadores do Alentejo" - Estreia- Ciclo de Documentário
Festival de Narração - "EU CONTO PARA QUE TU SONHES"
21:30h- Rodorin
22:00h- Emílio el Nido e José Craveiro
23:00h- Nicolás Bona Ventura e Sandra Sanchéz
DIA 23 DE SETEMBRO
09:30h- (título a confirmar) Ciclo de documentário
10:00h- " Literatura Oral e Ecologia do Imaginário"- Gabriel Janer Manilla
11:30h- " A palavra e os seus ecos" - Maria Teresa Meireles
14:30h/17:30h - OFICINAS
Festival de Narração- " EU CONTO PARA QUE TU SONHES"
21:30h- Bia Quintela e Jorge Serafim
22:30h- Inno Sorsi
23:30h- Oswaldo
OFICINAS - 14:30h/ 17:30h
(levantamento diário das senhas no secretário do encontro)
"Com que objectos? Dos contos aos títeres."
António Parreño- 22 de Setembro
"Sacando juego ao cuento"
Oswaldo Pai- 23 de Setembro
"Princípios de leitura criativa"
Paulo Condessa- 22 e 23 de Setembro
"Story telling- oracy end literacy"
Inno Sorcy- 22 e 23 de Setembro
"Toda a escrita é criativa"
Gisela Cañamero"- 22 e 23 de Setembro
"A poesia como estratégia"
José António Franco- 23 de Setembro
"Quem conta um conto ilustra um sonho"
Ju Godinho e Eduardo Filipe- 22 e 23 de Setembro
"Coisas do ilustrar"
Alain Corbel- 22 e 23 de Setembro
"Contos de nunca acabar- da tradição oral ao álbum ilustrado"
OQO- 22 e 23 de Setembro
"Linguagem poética e experiência cognitiva"
Gabriel Janer Manilla- 22 de Setembro
"Competências de literacia em intervenção precoce: Prevenção, promoção e partilha- envolvendo as famílias e o colectivo"
Sylviane Rigolet- 21 e 23 de Setembro
"Contar no hospital"
Bia Quintela- 23 de Setembro
ACTIVIDADES PARALELAS
Livros na Banca- Feira do Livro
Exposição de Originais de Ilustração
Contos sem Parar
Era uma vez nas EB2,3- Sessões de contos nas escolas E,B 2, 3
Contos Andarilhos- Nas escolas do meio rural
Os Papa-Contos- Sessões para pais e filhos na rua da biblioteca
Tapetes que contam histórias- Na gruta das histórias maravilhosas
Contadores Participantes: Thomás Bakk, Élcio di Trento, Jaime Ferreri, Emílio Del Nido, Patrícia Pereira, Bruno Baptista, Joaninha Almeida, Nuno Coelho, Luís Carmelo, Rodorin, Oswaldo Pai, Inno Sorsi, Bia Quintela.
Outras Participações: Miguel Horta e contadores Andarilhos das Bibliotecas de Pombal, Tábua, Sintra, Seia, Odivelas, S. Bartolomeu de Messines, Alijó, Mora.


And now for something completely different...

As noites no Alentejo podem ser frias, não se esqueçam de casacos, cobertores, samarras, aguardentes e licores.

Até lá!

segunda-feira, setembro 04, 2006

VIII PALAVRAS ANDARILHAS- BEJA 2006; 21, 22 e 23 de SETEMBRO



É tempo de vindima, de colher os frutos maduros da mãe-terra, de agraciá-la com palavras viageiras.
É tempo de Palavras Andarilhas, de contos, de cantos, de nos juntarmos numa casa de livros no Alentejo e rir ou chorar com as histórias que ali se ouvem.
Histórias antigas do tempo dos nossos trisavós ou pós-modernas. Histórias bem conhecidas da nossa tradição ou que vêm com o Siroco e mesmo assim nos são familiares. Histórias de amores, angústias, nascimento e morte.

Palavras Andarilhas é o maior festival de narração oral do país organizado pela Biblioteca Municipal José Saramago em Beja.

Informações através de: palavrasandarilhasbmbeja@hotmail.com ou www.cm-beja.pt

domingo, agosto 20, 2006

- Conta-me uma mentira...





-Ó Ruben Miguel, olha que Nosso Senhor até te manda um relâmpago que te cega as vistas! Vai ver os Morangos com Açúcar e não me consumas!

Quando os miúdos agora pedirem uma mentira, é melhor lerem nas entrelinhas...

É que as mentiras mais não são do que histórias bem elaboradas. Histórias ornamentadas com mentiras e lá no fundo, bem no fundo um vislumbre de verdade.

A mentira pode adocicar a realidade, embelezá-la ou ... despertar a imaginação.

Da próxima vez, contem mentiras... das inofensivas, das que fazem rir e pensar outras histórias como as do livro de Andy Riley.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Voodoo Girl, por Tim Burton




The top of the (lolly) pops




As melhores compras:

Irene Mawer, The Art of Mime
Maurice Sendak, Where the wild things are
Tim Burton, Melancholy Death of Oyster Boy & other stories

quinta-feira, agosto 10, 2006

mi listita de recuerdos













1- O Hampshshshshshshshshsire (onde acontece o silêncioooo!oeiii, já chega!)

2- O pub mais doido do mundo, disin't it?, oh guy mod!

3- Vontade de fazer música com vassouras e baldes do lixo e dançar com: STOMP; STOMP; STOMP

4- CECIL COURT- o paraíso dos amantes de livros!!

5- Apple pie, Bannoffe pie, whatever pie e mais DOIS KGS!!!!!! ( e um sabre para aniquilar quem me disser: Estás mais gordinha!!)

6- Uma sereia dentro de um CD.

7- Um coração-iogurte (a o s p e d a ç o s) porque ele não me responde.


domingo, julho 09, 2006

Os blogs têm férias?


Pois claro!
Num país que se imobiliza pelo desporto, porque não fazê-lo pela alteração climática? (e depois pela entrada numa quadra festiva e depois porque...)
Os bloguistas têm direito a férias, feriados, baixa por motivo de doença, licença maternal, porque morreu o periquito, etc, etc, como qualquer proletário; só é pena isto ser voluntariado, porque seria divertido termos o nosso tempo de antena nas próximas presidenciais.

Assim sendo: Boas Férias!
Espero dar-vos notícias, do Reino Unido, em princípios de Agosto!
Bons Contos!

segunda-feira, junho 26, 2006

QUINTA DE CONTOS| Coimbra e Sessão De Contos| Aveiro




Registo fotográfico da sessão de 7 de Julho no Mercado Negro, Aveiro, promovida pela Livraria O Navio de Espelhos


Notícias:

O que mais nos agrada é que em JULHO há QUINTA DE CONTOS!!!!

A primeira parte cabe aos contadores de histórias da Camaleão e a segunda parte à contadora convidada.

No dia 6, pelas 22h00, no Ateneu de Coimbra.
No dia 7, pelas 21: 30, no Mercado Negro em Aveiro.
A contadora convidada é a TIXA.

Mar, amendoeiras e moiras. Escolhida de propósito para o calor de Verão.

Descobrimos a Tixa num final de tarde quente em Beja. Uma cerveja e tremoços. À nossa frente a planície.

À noite, a sua voz levou-nos para outro sul. Mais quente ainda.

E todos voámos nos seus contos com a consciência de ser único aquele momento.



A não perder.