Porque conto?
Vem de longe, de quando eu era pequena e via que das mãos da minha mãe saiam camisolas, toalhas, carapins e ao mesmo tempo da boca saiam-lhe histórias...
Isso é tricontar, um ritual outrora reservado às mulheres e quase a perder-se.
Hoje há três grandes forças na minha vida: as linhas, lãs e linhos; as histórias e muito carinho pelas nossas raizes.
Textum quer dizer tecido: e eu Ariadne, eu Aracne, eu Penélope, eu uma das 3 Parcas.
Conto porque vou tecendo a minha história, a história do meu povo, bordadas com as palavras a os afectos.